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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Minha história

 

Da arte do futebol para arte do teatro

Denilson Levy, veio do Rio de Janeiro para “beber a água dos rios de Santa Rosa”.

 

Denilson Levy sonhava em ser jogador de futebol e acabou se tornando ator.
Denilson Levy sonhava em ser jogador de futebol e acabou se tornando ator.

Natural da cidade de Pindaré Mirim, Maranhão, saiu de casa com 17 anos de idade e foi morar no Rio de Janeiro na casa do amigo Jean Serra, tudo o que possuía era o sonho de ser jogador de futebol, chegou a fazer testes na escolinha do Vasco em São Gonçalo. Nessa época conheceu o teatro onde auxiliava seu amigo Jean, que fazia faxina e trabalhava como contra-regra no Teatro do Planetário da Gávea, então abandonou o futebol.
Nisso Jean sai em turnê com uma produção particular e necessita de um substituto, então indica Denilson para ficar como contra-regra da casa. Adotado pela administradora do teatro Ana Barrozo tem a oportunidade de conhecer e trabalhar em belas produções teatrais. A paixão pela Arte, e que seria Ator e não jogador, ficava cada vez mais claro.  “Na época viajamos o país com peças maravilhosas, e depois fui trabalhar na mesma equipe que havia convidado o Jean. Com essa equipe participei da peça o Deserto Iluminado, do Caio de Andrade. Eu era o contra-regra e fazia o Mordomo do Barão (interpretado pelo Bomtempo) e assim me apaixonei pelos palcos. Um belo dia saindo do teatro com o Bomtempo ele comentou comigo que estava indo para a formatura dos seus alunos no curso de teatro. No dia seguinte comentei com ele que tinha interesse de fazer aulas de interpretação e ele perguntou se eu gostava, e eu falei que sim, queria muito, ele sorriu e depois me convidou para conhecer a sua escola, o Espaço Bomtempo. Combinamos que eu participaria das aulas e em contra partida, ajudaria na organização da sala. Ao concluir o curso foi aberto teste para os alunos e então a possibilidade de participar de um musical chamado Raul Fora da Lei onde o Bomtempo interpretava o Raul Seixas e Nós, os alunos, cantávamos e dançávamos. Tive meu primeiro contato com os bastidores do cinema e a felicidade de trabalhar como Boy de set no filme ‘Depois daquele baile’, direção do primeiro longa de Roberto, meu eterno padrinho”, lembra Levy. Depois trabalhou no filme Ouro Negro de Iza de Albuquerque, ela que também é Maranhense e aí conheceu o Léo que trabalhou com ele como assistente de arte.
“Encerrado os trabalhos do filme fui morar no Catete, onde morava o meu amigo Léo. Um belo dia descendo a rua Santo Amáro  encontro com o Léo que me chama e me convida para participar de um curso de cinema que aconteceria na comunidade. Que ele entendia ser a minha cara. Nesse curso conheci Anderson Farias. Ficamos amigos, o meu documentário de trabalho do curso foi aprovado (Ocupação). O trabalho do Anderson também. Trabalhamos nos dois documentários juntos”.
Já em Santa Rosa Anderson desenvolvia seus trabalhos quando, liga para Levy convidando-o para participar como Assistente de produção e técnico de som do documentário ‘Eco do Sapucay’, um documentário regional. “Aceitei o convite e vim para Santa Rosa. Na seqüência também participei de outro trabalho, ‘O Descompasso’, onde atuei como ator. Daí em diante, passamos a trabalhar em vários projetos juntos, participei também como ator no documentário ‘Os Desbravadores de Santa Rosa’, este inclusive recebeu homenagens da Câmera Municipal de Vereadores, o que nos deixou muito felizes pelo reconhecimento dos trabalhos culturais que a gente vem desenvolvendo na cidade”, comenta.
Recentemente Levy participou do clip do Grupo Momentos. E, no último dia 03, juntamente com os amigos (Marilei De Conti, Ana Bobrzyk, Ângela Della Justinae Juca Fortes) com a direção do Anderson Farias, criaram a Cia de teatro Quero-Quero Voar. “Apresentamos a esquete ‘Revirando o Exterior’ uma adaptação do texto do autor Frances Valére Novarina, no auditório da Unijui, para o evento dos alunos do curso de psicologia”, afirma Levy.
Agora a Cia dá inicio aos trabalhos para uma nova peça, com o texto do autor gaúcho Érico Veríssimo, que está sendo adaptado pelo professor Larry Wizniewsky, que tem como objetivo primeiro ficar em temporada na cidade de Santa Rosa e em seguida entrar em turnê pela região e no país. No dia 05 Denilson em comemoração ao seu aniversário faz um texto de abertura no Show da Banda Monoteta no Armazém 8. Denilson diz estar feliz com o cenário cultural em Santa Rosa que está em ampla ascensão. “Várias atividades estão sendo desenvolvidas. E como dizem que quem bebe a água dos rios de Santa Rosa jamais sai de lá, eu bebi, e encontrei meu grande amor Marilei De Conti e fiquei”, finaliza Levy.

 

Denilson declara-se feliz com o cenário cultural em Santa Rosa que está em ampla ascensão. Denilson declara-se feliz com o cenário cultural em Santa Rosa que está em ampla ascensão.
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