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05/11/2018 21h06

Oficinas são destaque em Jornada Apícola do Litoral Norte

Oficinas são destaque em Jornada Apícola do Litoral Norte

 

Mais de 130 pessoas de 14 municípios prestigiaram a 11ª edição da Jornada Apícola do Litoral Norte, que ocorreu nesta quinta-feira (01/11), no CTG Vaqueanos da Praia do Pinhal. Um dos destaques da programação foi a realização de oficinas, que trataram da formalização das associações, pastagem apícola e mel na alimentação.

As oficinas ocorreram à tarde. No espaço destinado ao tema Mel na alimentação escolar, a nutricionista da Emater/RS-Ascar em Terra de Areia, Mariana Camargo, preparou com a ajuda do público uma batida de frutas com mel e um bolo de mel com banana, destacando os benefícios do mel na alimentação escolar e da família, bem como as facilidades de inclusão deste alimento nos preparos alimentares diários.

Já o agrônomo da Emater/RS-Ascar de Viamão, Gladimir Ramos de Souza, explicou a importância de o apicultor conhecer as espécies de plantas nativas disponíveis em sua região e as épocas de florada, para que as abelhas tenham néctar para se alimentar. O plantio de pastagens de inverno também contribui para a disponibilidade de alimentação às abelhas. A pastagem, que pode ser nabo forrageiro ou ervilhaca, além de contribuir para a melhoria e proteção do solo, auxilia para que as abelhas tenham alimento nos períodos de primavera e outono.

Em outra oficina, os integrantes da Unidade de Cooperativismo da Emater/RS-Ascar, Guilherme Celi e Claudio Nadler, apontaram a diferenciação entre associação e cooperativa. A associação tem como foco a defesa dos interesses do grupo e sua formalização é mais simples, porque o registro é feito em um cartório de registro civil, enquanto a cooperativa é mais direcionada para comercialização em grupo e seu registro tem que ser feito na junta comercial. Eles apresentaram ainda outras semelhanças e diferenças, como se procede para montagem de um estatuto, como é composto o quadro social, a estrutura e as tributações que incidem.

Além das oficinas, a programação contou com palestras que ocorreram pela manhã após a abertura do evento, que contou com a presença do gerente regional da Emater/RS-Ascar de Porto Alegre, Ademir Santin, da prefeita de Balneário Pinhal, Márcia Tedesco, do presidente da Federação Apícola do Rio Grande do Sul (Fargs), Anselmo Kuhn, do representante do Banco do Brasil, Mauro de Andrade Borba, e dos secretários municipais de Turismo, Edson Machado, e de Assistência Social, Reni da Silva.

Santin aproveitou a oportunidade para convidar os apicultores para participarem do Dia de Campo em Apicultura, que ocorrerá em 28 de novembro, no Centro de Treinamento de Agricultores de Montenegro (Cetam), e relatou outros tantos eventos e ações realizadas pela Instituição em prol do Litoral Norte e de Balneários Pinhal, tanto na área da apicultura como em outras.

A prefeita destacou os investimentos feitos no município e em agricultura, bem como a realização da Festimel. Também convidou os presentes e colocou Balneário Pinhal à disposição para sediar em 2019 a próxima Jornada Apícola e o Encontro Estadual de Apicultores.

O presidente da Apiverde de Balneário Pinhal, José Cunha, fez a primeira palestra, onde falou de sua experiência na Fargs e na Associação Gaúcha de Apicultores (AGA). Ele ressaltou ainda os desafios para as associações se manterem legais, pois no Estado existem 90, mas só 60 estão regularizadas. Segundo Cunha, os associados têm que participar no dia a dia para manter a associação e cada um dos integrantes deve ser o divulgador da apicultura e dos seus produtos.

A segunda palestra da manhã foi proferida pelo agrônomo da Emater/RS-Ascar, Márcio Miranda Dalbem, que apresentou um panorama do mercado externo e interno de mel. Nos últimos 40 anos, a produção de mel no Brasil registra um crescimento de dez vezes, o que mostra a consolidação da atividade. De acordo com Dalbem, o maior entrave para o crescimento do setor é a comercialização, por isto é preciso que o produtor conheça melhor o mercado onde atua, saiba o que o consumidor quer, onde está e como chegar até ele, o potencial de venda nesse mercado e os preços possíveis de serem praticados.

O agrônomo enfatizou algumas estratégias para que o produto se destaque dentro do mercado e formas de aproximar os produtores dos consumidores. Primeiro, é importante que os produtores se unam e se utilizem do associativismo e cooperativismo para alcançar os objetivos com mais facilidade. Depois, é necessário legalizar o processamento do mel, que amplia as opções de comercialização, inclusive para o mercado institucional.

Dalbem finalizou a apresentação enfatizando o Selo Sabor Gaúcho como uma real oportunidade de destacar os produtos da agricultura familiar perante o mercado.

Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar – Regional Porto Alegre
Jornalista Carine Massierer
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