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segunda-feira,9 de dezembro de 2019

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30/07/2019 22h52 - Atualizado em 30/07/2019 22h53

O Sol vai voltar a brilhar, apesar de tanta barbaridade

Paulo Schultz Paulo Schultz
Professor
A noite escura de quem propaga e celebra a morte vai passar,  e a luz da vida vai voltar.
 
É  assim que se dá na história.
O tempo sombrio de golpes, tribunais de exceção, ilegalidades, maldades, fundamentalismo e ignorância... esse ciclo termina.
 
 
O tempo de poder  de Bolsonaro  e seus seguidores terá fim.
 
 
Quantos vão morrer, quantos vão sofrer... no futuro, essa conta será fechada por aqueles  que resistiram e enfrentaram essa onda extremada de direita fundamentalista.
 
 
Estes escreverão a história do tempo ruim que acabou, e do quanto se teve que lutar e resistir para sobreviver a ele.
 
Uma resistência necessária para defender aqueles que mais precisavam e aqueles que mais sofreram, para defender o direito democrático de ser o que se quiser ser, para assegurar com firmeza direitos que jamais deveriam ter sido questionados, para libertar quem jamais deveria ter sido trancafiado, para proteger a existência de um país como nação soberana, para dar a um povo todo uma perspectiva de futuro, livre do desalento escravo.
 
O tempo dos resistentes de agora, é de enfrentar o ódio presente na vida real e virtual.
 
A cegueira da destruição, da falta de empatia e do ódio será dissipada, mas vai custar esforço e firmeza de quem não aceita esse obscurantismo humano.
Vejo os olhos assustados de ativistas sociais encolhidos, temerosos pelo tsunami conservador e violento, que vem crescente desde 2013 até aqui.
Contrastando esse temor, com o gozo incontido da elite e de parte da classe média do país, que sempre quis o Brasil só para si e os seus, e que sempre humilhou e detestou pobres, pretos, índios, e todos aqueles que eram mal vistos pelos seus olhos preconceituosos.
 
 
Isso tudo vai passar.
 
Não vai ser de graça e somente ao natural.
 
Vai exigir resistência e enfrentamento.
 
Vai exigir, sobretudo, a insistência diária de construir na mente das pessoas, uma narrativa clara e convincente, de que isso tudo que estamos vivendo é ruim para as pessoas e para o país.
 
 
Como dizia Gessinger:
 
" as chances estão contra nós, mas nós estamos por aí, a fim de sobreviver".
 
 
Por nós e por todos, e sobretudo pela vida.
 
 
O sol vai voltar.

 

Foto: Internet Foto: Internet

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Comentários

Muito boa a reflexão Paulinho. Parabens! Estamos vivos e conscientes da nossa capacidade e da necessidade de lutar. Somos felizes porque lutamos e temos a certeza de estarmos do lado certo. O lado de quem mais precisa, do lado da justiça. A história vai provar as nossas convicções. Em frente companheirxs na LUTA por VIDA digna para todos.

Terezinha Lazzaretti Krolikowski - 31/07/2019 21h38

Ótimo. artigoPaulo.... Arregaçar as manguitas e resistir e a forma é esta mesma: trabalho de formiguinha. Não tá fácil, mas se não fizermos vamos morrer na praia.. Não quero isso para meus netos!

Laurecy - 31/07/2019 17h24

Muito bom, Paulo!! Pagaremos caro pelo consentimento, pelo apoio da população brasileira, ao atual governo que representa um pensamento nefasto à democracia! Que coloca em risco a vida das pessoas e a dignidade das instituições. É tudo insuportável! Mas, resistiremos!

Neusete Rigo - 31/07/2019 13h19

Muito bom, Paulo!! Pagaremos caro pelo consentimento, pelo apoio da população brasileira, ao atual governo que representa um pensamento nefasto à democracia! Que coloca em risco a vida das pessoas e a dignidade das instituições. É tudo insuportável! Mas, resistiremos!

Neusete Rigo - 31/07/2019 13h19

Parabéns Paulinho, excelente reflexão, estamos nessa junto.

Orlando Desconsi - 31/07/2019 12h41

A vida é um ciclo. As circunstâncias da vida refletem o que fazemos em vida. Uns serão história. Outros, página virada. Podemos abreviar um ciclo. Antes, precisamos entendê-lo. A luta continua, porque a luta é contínua. A história do mundo que conhecemos e da qual fazemos parte é a própria história da Luta de Classes. Vamos superar. Precisamos resistir. Precisamos enfrentar. A verdade liberta. A verdade é a arma que dissipa o fascismo. A sociedade que não se sujeita à tirania e escravidão, não de sujeita às mentiras e fakenews. Não se sujeita à intolerância e discriminação. O Brasil é muito maior do que essa onda protofascista. O Brasil, ou será para todos ou não será de ninguém (Paralamas).

Paulo Schmidt - 31/07/2019 10h37

 

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