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Colunas / Saúde

 

10/02/2012 23h26 - Atualizado em 12/02/2012 23h35

A vontade é rosa

Sávio Hermes Sávio Hermes
Advogado e Escritor.

Mais de 1.700 assinaram um abaixo-assinado. Fizeram exame de água, laudos biológicos, close do buraco vomitando “efluentes” e pediram providências perante as autoridades, tal fato, circulou na internet e então se publicou o fantástico comunicado.
Se esta não foi a maior oportunidade perdida para ser fazer uma AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE POLUIÇÃO da história de Santa Rosa, eu não me chamo Pierre de Vasconcelos. Toda esta mobilização, este investimento, este desgaste, este adoecimento para tudo se resumir a um comunicado, no canto do jornal, na página esquerda, como se fosse um agradecimento a santa, pela graça alcançada.
Temos que pensar, definitivamente, na necessidade de ouvir as pessoas. O número divulgado é ínfimo. Corajosos, ousados e verdadeiros cidadãos. Mas, com a máxima vênia, a solução apresentada, não me representa, ao menos. O fato merecia uma atenção melhor e não um banho de água fria.
Todos querem saber o que está acontecendo. O que a análise da água indica? Qual a conclusão do laudo biológico? Mau cheiro é mau cheiro ou é renite mal curada? E, qual entidade ambiental (de caráter privado) foi agraciada com a compensação ambiental (pagamento)? Tantos cidadãos se mobilizam e não merecem o incentivo de criar e manter e ganharem um investimento para seguirem os trabalhos de denúncia?
O rio marrom é chocolate (como diz a propaganda). O fedor de bucho fervendo é aroma (nenhuma propaganda falou isso). O rio vermelho é Fanta uva (invenção da hora). O que de fato está se compensando com a compensação ambiental? Será que colocar uma placa com o número de uma licença de operação, eflui o passado?
E com algum déficit de atenção e memória, a mesma empresa tinha assinado documento se comprometendo a resolver o problema (plimm!). Mas claro, o combate é sempre mais espetacular. Golias equipado e Sansão com uma caneta.
De forma mínima e graciosa, sugere-se que um veuve clicqout de boa safra, seja distribuído aos cidadãos ribeirinhos, para curtir, com seus brothers, enquanto a chuleta queima na brasa. Com a certeza de que se não salvaram o prédio rosa, ao menos o pessegueirinho está a salvo.
                                                            

 

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Comentários

Muito importante sua abordagem sobre problemas ambientais bastante polêmicos em nossa cidade e sem dúvida deveriam estar mais presentes na mídia escrita , falada e televisiva.

Joice Amaral - 23/02/2012 13h56

 

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