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sábado,13 de agosto de 2022

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25/06/2022 18h27 - Atualizado em 25/06/2022 19h53

Um réquiem político para o mensageiro da morte

Paulo Schultz Paulo Schultz
Professor
Apesar dos movimentos de desespero,  travestidos de medidas urgentes,  como querer  aumentar o valor do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600 , dar uma  bolsa caminhoneiro, e querer  zerar o ICMS dos combustíveis, vamos ser claros... Bolsonaro perderá a eleição em outubro.
 
Salvo se não houver eleição....mas aí já entramos no campo dos delírios do capitão e seus fiéis escudeiros e seguidores.
 
No Brasil real, nesse final de mês de junho de 2022, faltando menos de 3 meses e meio para o 1o (e talvez único) turno da eleição presidencial, temos um quadro que  vem se mantendo desde, pelo menos, a metade do ano passado, o qual vem se solidificando gradativamente : a derrota de Bolsonaro.
 
Então, o término de 2022 será o fim de uma experiência bizarra e bárbara que nunca deveria ter acontecido,   a qual eu acreditei que não  chegasse até onde chegou - ao final dos seus 4 anos de duração ( graças à glória sempre prestativa de São Centrão).
 
Nenhuma candidatura com algo em torno de 55% de rejeição, nenhum ocupante de cargo eletivo do qual mais de 50% da população dizem que nunca acreditam no que ele fala, nenhum candidato que não consegue chegar a 40% de intenção de votos num eventual segundo turno - absolutamente nenhum -  tem condições políticas e matemáticas de vencer uma eleição.
 
É uma equação política e matemática que leva a um ponto final. 
 
Óbvio que há que se considerar a possibilidade de se ter a máquina pública na mão, com volumosos recursos, uma estrutura enorme de comunicação e de produção de fake news e de incitação à violência, ao ódio e à imposição do medo.
 
Esses fatores, somados a outros, e considerando que a fase quente da campanha ainda está por vir, não fazem da disputa um jogo jogado.*
 
Esse período será vivido dia após dia, com todas as suas características peculiares,  de violência e ódio de um lado, e de esperança do outro.
 
Mas acontece que a marca que está gravada na consciência da maioria da população brasileira é de que o capitão Messias é incapaz e extremamente culpado pelo quadro de ruína econômica e social em que o país se encontra.
 
E essa marca não sai após ser solidificada.
 
Dadas estas circunstâncias, teremos então um resultado que já se anuncia como sabido desde agora.
 
E se já o vislumbramos, devemos pensar no depois.
 
Há contas a serem acertadas, judicialmente, pelo capitão e seus comandados por conta de um número enorme de maldades e irregularidades.
 
Mas há que se ter também a humanidade que o mensageiro da morte não costuma ter.
 
Façamos então um réquiem.
 
Um réquiem político para o mensageiro da morte, devidamente acompanhado e sentido pelos seus seguidores, todos empunhando bandeiras e usando bandanas e camisetas de um patriotismo vazio, doente e egoísta.
 
Nada de revanchismo.
 
Nem violência.
 
Apenas um réquiem.
 
Curto. Finito.
 
Haverá muito trabalho de reconstrução depois.

 

Este artigo é de responsabilidade exclusiva do seu autor, não representando necessariamente a opinião do portal.

 

Comentários

Excelente texto, Paulo! Para o momento é o que convém. E muita água suja ainda tem pra rolar. O cenário está cada vez mais caótico para essa cambada do mensageiro da morte, como tu bem defines. E dá-lhes o descanso eterno, que a morte é certa!

Rose Bitencourt - 26/06/2022 17h49

Parabéns, professor Paulo! Sempre nos brindando com suas reflexões ultra pertinentes e essenciais para uma leitura da cena política atual. Teremos muito o que fazer para reconstruir as perdas e danos que sofremos nesse período todo...

Marina Bitencorte Oliveira - 26/06/2022 17h27

Eleitoralmente estaria praticamente resolvido. Mas a realidade anda muito distópica. Resta a eles toda sorte de golpismo. Fascistas são raivosos até a morte. E nós estamos bastante dividido ainda.

Magnus Langbecker - 26/06/2022 14h23

Nosso grande Che,dizia,endurecer sim,mas perder ternura jamais.Precisamos com certeza ter a coragem que outros países da América tiveram em julgar os crimes contra as pessoas sem perder a justiça.

HeLena Lazzaretti do Nascimento - 25/06/2022 21h34

 

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