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sábado,13 de agosto de 2022

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18/06/2022 22h46 - Atualizado em 18/06/2022 22h56

Jogo perdido? Querem melar a partida

Paulo Schultz Paulo Schultz
Professor
Segunda quinzena de junho.
 
Inflação, fome, desemprego, carestia, miséria, gasolina, gás de cozinha e óleo diesel com preço batendo nas alturas, preços dos alimentos com viés de alta.
 
Esse é o quadro do momento no país.
 
Em três meses e meio teremos o primeiro turno da eleição para presidente.
 
Dezenas de institutos de pesquisa tem apontado continua e semanalmente na mesma direção: Bolsonaro vai perder a eleição.
 
 Seja no primeiro turno, ou seja no segundo,  não há politica e matematicamente possibilidade de vitória.
 
Em reforço a essa tendência,  considerando esse período de três meses e meio até 2 de outubro,  não há  possibilidade de reversão da atual conjuntura social e econômica do país.
 
Também não há distração de pauta, nenhum espetáculo ou declaração grotesca, e nem uma parafernália massiva de mentiras amedrontadoras que possa reverter esse sentido de derrota do capitão Messias.
 
A despeito de todo o seu transtorno mental, o que poderia turvar sua percepção da realidade, Bolsonaro sabe disso.
 
Sua situação é idêntica à de um time que está perdendo de 3 a 0, e tem apenas 10 minutos restantes de jogo para, milagrosamente, tentar virar o resultado.
 
É sabido: não vai virar.
 
Sabendo disso, e temendo as consequências de se tornar, a partir de janeiro de 2023, um simples cidadão brasileiro mortal, sem as proteções e prerrogativas do cargo de Presidente, Bolsonaro berra, vocifera, ameaça e esperneia.
 
Seu maior medo é muito simples: ser condenado e preso por conta das atrocidades cometidas em seu mandato.
 
E por conta deste medo, sabendo que o jogo está perdido, ele parte para uma postura radical de esticar a corda do conflito e das ameaças para ver até onde a plateia apenas assiste, e como ela reage.
 
O capitão é o time perdendo de 3 a 0 que, estando liquidado no campo, parte para a agressão, pontapés, cuspes, cotoveladas, xingamentos e provocações,  peitar e ameaçar o juiz,  afrontar a torcida adversária, e, no limite, buscar criar um tumulto que  seja tão forte que provoque a interrupção,   a suspensão, ou a anulação do jogo.
 
Tudo isso pode parecer muita valentia.
 
Mas na verdade é um medo medonho, de quem sabe que deve, e deve muito.
 
Não é só uma questão de encontro com a história do país.
 
É uma questão de punição pela destruição realizada em vários aspectos da sociedade brasileira.
 
Ele vai incomodar.
 
Vai tentar melar a partida.
 
Vai atiçar sua torcida fanática.
 
Vai fazer o diabo,  e incomodar como tal.
 
E só vai sossegar quando, após agir como um demônio da Tasmânia, perceber que se render e admitir a perda pode ser menos danoso para si.
 
É o quadro que está pintado para ser vivido até o final do ano.
 
Vençamos o jogo, e resistamos à fúria dos derrotados.
 
Depois de tudo isso, dias melhores virão.

 

Este artigo é de responsabilidade exclusiva do seu autor, não representando necessariamente a opinião do portal.

 

Comentários

Muito bom, mostrando o jogo a vivo, sem a necessidade de um juiz.??????

Celita Maria klock - 21/06/2022 07h00

Eu afirmo ,enquanto essa quadrilha estiver na presidência da República. SÓ nos resta aguardar as eleições....Fora quadrilha bosonada

Nadir Zimmermann - 19/06/2022 22h23

Estamos na torcida. Somos milhões e conscientes de todas as parafernálias que o derrotado fará para não perder o jogo, resistiremos com nossas armas que são de esclarecer, e lembrar o que foram as conquistas dos governos de Lula, com muita paz e tranquilidadede...

Laurecy Ribeiro - 19/06/2022 08h05

 

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