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terça-feira,24 de maio de 2022

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21/01/2022 18h30 - Atualizado em 21/01/2022 19h12

A pobreza das ideias dessa gente

Paulo Schultz Paulo Schultz
Professor
Frases curtas e de efeito, de fácil assimilação e fácil propagação, presencialmente, e especialmente via redes sociais.
 
Repetidas e repassadas à exaustão, de forma completamente rasa, sem qualquer questionamento sobre sua veracidade.
 
Papagaios reais e virtuais - milhões - afirmando orgulhosos sua imbecilidade e pobreza intelectual.
 
"O PT quebrou o país"
"Lula roubou"
" O STF não deixa Bolsonaro governar"
"Os militares são nacionalistas"
"A vacina é chinesa, e transforma a pessoa em comunista"
" Os governadores são os culpados pelo desemprego"
"Voto impresso e auditável já"
"Eu autorizo, presidente"
" Vai prá Cuba"
" O BNDES financiou ditaduras comunistas"
"Não queremos vacina, nós temos cloroquina"
"Povo armado jamais será escravizado"
"O brasileiro tem muitos direitos"
 
E assim segue ....
 
Uma porção da população brasileira, seja por indigência intelectual, seja por preconceito, ou por ambos, se situa e se movimenta em um ambiente onde o raso, o anticultural, o anti-científico, a idiotice, a ignorância, a tosquice insensível e violenta, a não - intelectualidade, viraram modo de vida, de ver a vida, e de se expressar.
 
E isso não é tão somente dentro do espectro político.
 
Porque isso atinge outros campos da sociedade.
 
Perceba o que significa a ascensão e permanência do tal sertanejo universitário e da tal "sofrência" no cenário musical do país.
 
Pobreza musical, vulgaridade, breguice e tosquice rasteira nas letras destes gêneros.
 
E colou - e como colou.
 
Tanto que movimenta cifras enormes.
 
Aliás, a colagem foi perfeita - indigência intelectual e marketing certeiro -
"o agro é pop", não é mesmo ?
 
No Brasil de agora, da bizarrice perversa e destrutiva chamada bolsonarismo, a economia combalida do país se foca no agronegócio, o que não requer grande escolaridade, nem grande intelectualidade de quem dele ( e no entorno dele ) vive.
 
Quer dizer: a burrice quase generalizada é pop.
 
E a esperteza de quem se sobresssai  e lucra com ela também.
 
Bolsonaro e seu entorno sabem bem disso.
 
Pena - para a família miliciana - que a coisa desandou.
 
Engana-se e convence-se a turma do berrante -numerosa, barulhenta e rasa - mas a maioria do país não mais.
 
É esta onda rasa, não-racional,  burra e imbecil que se precisa superar.
 
Em etapas.
 
Com ciência, educação, cultura, intelectualidade, e, sobretudo, a participação das pessoas na construção de seu destino.
 
Mas, primeiro, neste 2022, vamos desalojar a tosquice e a imbecilidade de seu lugar de poder, institucional e social.
 
O resto a gente constrói a muitas mãos, na sequência.
 
Não é algo simples.
 
Mas é o necessário a se fazer.
 
Vida que segue, com muito trabalho.

 

Este artigo é de responsabilidade exclusiva do seu autor, não representando necessariamente a opinião do portal.

 

Comentários

Ao chamar o petista de canalha, Moro faz um baita elogio ao mandrana Texto: Ricardo Kertzman Socorre-nos o dicionário, vulgo ‘pai dos burros’. Canalha: relativo a ou próprio de pessoa vil, reles. Adjetivo e substantivo de dois gêneros. Que ou aquele que é infame, vil, abjeto; velhaco. Pô, se o chefão dos bandidos do mensalão e petrolão fosse apenas isso, até que estaríamos menos lascados. Ocorre que o bilontra é muito mais. Eu diria que é praticamente inqualificável. Lula é: manipulador, mentiroso, cafajeste, traíra, cínico, sórdido, egoísta, egocêntrico, ignorante, mau, desprezível, corrupto, aproveitador, hipócrita, cafajeste, canastrão, preconceituoso, agourento. É também – o que diz muito sobre si – companheiro de décadas de Zé Dirceu, Antonio Palocci, Aloizio Mercadante, José Eduardo Cardozo, José Genuíno, Delúbio Soares, Vacari Neto, Gleisi Hoffmann (dessa é patrão). Mas não só! É amigo-irmão, conforme ele próprio se intitulou orgulhosamente, de ditadores e terroristas sanguinários, como Muammar Al Gaddafi, Mahmoud Ahmadinejad, Fidel Castro e Hugo Chávez, dentre outros. Ah! Nunca é demais lembrar: é – e sempre será, queiram ou não seus amigos do STF – multi-réu criminal; ex-bi-condenado, em primeira e segunda instâncias, por corrupção e lavagem de dinheiro; líder de quadrilha e ex-presidiário. Acabou? De jeito nenhum.........CONTINUA ABAIXO....

JOCA - 24/01/2022 14h04

A lista ‘never ends’. É o pai do Ronaldinho dos Negócios; o amigo de meu pai (segundo Marcelo Odebrecht); ou somente ‘amigo’, nas planilhas de propina da Odebrecht. Da OAS eu não sei. É igualmente o sujeito que confessou ter assediado sexualmente um rapaz na prisão; que abordou sua esposa (falecida) durante uma entrevista no sindicato dos trabalhadores; e é o ‘chefinho’ de Rosemary Noronha. Foi o cara que votou contra o Plano Real; que incentivou os mais pobres a se endividarem, e que produziu boa parte dos 60 milhões de brasileiros com o nome sujo; e que presentou o Brasil com Dilma Rousseff. Lula inaugurou e fomentou a cisão social no País, que descambou na eleição deste outro inqualificável que está no Poder. Boicotou todos os governos não petistas e roubou desavergonhadamente seus legados. Diz-se ‘pai dos pobres’, mas só bebe – com o dinheiro alheio – vinhos caríssimos; fuma charutos e cigarrilhas importadas; hospeda-se em hotéis de luxo; viaja em primeira classe, sempre acompanhando de serviçais. Passou a vida recebendo ‘favores’ de empresários ‘generosos’, como Emílio Odebrecht, Sérgio Camargo e Léo Pinheiro. Favores que incluíram casa para morar, sítio para descansar e estudo no exterior para a filha bastarda.Sergio Moro precisa se atualizar e/ou ampliar seus conceitos sobre canalhice e sobre quem é – e o que é – Luiz Inácio Lula da Silva. O vagabundo, bandoleiro, brejeiro, calaceiro e vadio é mais, bem mais, muito mais do que simplesmente… canalha.

joca - 24/01/2022 14h03

O Brasil virou laboratório da estupidez e bom senso virou coisa rara. Dificil o dia( ou a hora) em que não nos deparamos com muitas das frases citadas no artigo que acabo de ler. Nem parece que somos um povo que gerou gente de brilho incomparável em muitas áreas. Todo dia pergunto:o que foi que aconteceu? Que marca de água estragada tomamos? Por que na cabeça de tantos a terra ficou plana e a burrice ficou larga? E por que a vacina, conquista da civilização, aparece agora como inimigo da saúde púbica? Na minha resposta temporaria, Bolsonaro não é o único responsável, mas o que mais se destaca nesse processo demolidor da democracia e da razão. Porém, é pela sua derrota enquanto ser político que esse país começará a andar de verdade na direção contrária do abismo de agora. Bolsonaro não é a pedra mais forte do bolsonarismo, mas é pela sua derrota que poderemos começar a demolir a montanha inteira.

Silvio Prado - 23/01/2022 00h03

O Brasil virou laboratório da estupidez e bom senso virou coisa rara. Dificil o dia( ou a hora) em que não nos deparamos com muitas das frases citadas no artigo que acabo de ler. Nem parece que somos um povo que gerou gente de brilho incomparável em muitas áreas. Todo dia pergunto:o que foi que aconteceu? Que marca de água estragada tomamos? Por que na cabeça de tantos a terra ficou plana e a burrice ficou larga? E por que a vacina, conquista da civilização, aparece agora como inimigo da saúde púbica? Na minha resposta temporaria, Bolsonaro não é o único responsável, mas o que mais se destaca nesse processo demolidor da democracia e da razão. Porém, é pela sua derrota enquanto ser político que esse país começará a andar de verdade na direção contrária do abismo de agora. Bolsonaro não é a pedra mais forte do bolsonarismo, mas pela sua derrota que poderemos começar a demolir a montanha inteira.

Silvio Prado - 23/01/2022 00h02

Muito bom teu texto Paulo, reflexivo e verdadeiro eu acrescentaria ou fica como sugestão as emissoras de rádio que são de uma pobreza intelectual e tendenciosas. Como descreve muito bem o Paulo Henrique Amorim no seu livro "O Quarto Poder ". Vou divulgar compartilhando.

Noemi de Araújo Bauer - 22/01/2022 18h46

Concordo que a burrice é pop. E esse "gado", usa mesmo dessas repetidas frases, com uma semi- consciência do que estão dizendo, ou falta total dela. Essa semana, pude constatar isso, por que brotou no meu Messenger um bolsominion, propagador dessa miséria intelectual. Antes de bloquear dos meus contatos ainda pude ler que queria mandar um vídeo do Lula que segundo ele, falava de modo pejorativo sobre as partes íntimas da mulher. Na certa era alguma montagem esdrúxula. Mas essa tosquice reproduz esse tipo de coisa nas redes... Assim como essas falas sonoramente repetidas. Verdadeiramente teremos muito trabalho para desconstruir isso tudo. Mas vamos a luta!

Rose Bitencourt - 22/01/2022 16h12

Como sempre só verdades.Excelente texto com ideias e propostas ,temos muito trabalho pela frente para reconstruir nosso país é principalmente a educação. PRECISAMOS REPENSAR NOSSA EDUCAÇÃO DAR DIGNIDADE AOS PROFISSIONAIS E EXIGIR COMPROMISSO

Helena - 22/01/2022 15h49

Voltamos aos tempos do"quanto pior melhor". Desqualificar a educação favorece à dominação. Tese antiga mas bem atual. A pobreza intelectual gera a miséria nos demais aspectos. Assim o controle social, a dominação do "rebanho" fica mais fácil.

Terezinha L Krolikowski - 21/01/2022 22h06

É muita pobreza! Muita falta de humanidade! A educação poderia contribuir muito, mas qdo olhamos os rumos da educação, a desvalorização do profissional da educação e o ensino médio em especial, vemos que tudo faz parte de um projeto de dominação.

NEUSETE MACHADO RIGO - 21/01/2022 21h48

 

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