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sexta-feira,1 de julho de 2022

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24/12/2021 13h38 - Atualizado em 24/12/2021 13h56

A redenção de um povo

Paulo Schultz Paulo Schultz
Professor
O ano de 2022, em que pese será a continuidade de tudo de ruim que temos vivido nos três últimos anos, desde que  Bolsonaro assumiu, será também um ano de luta dura, combinada com esperança.
 
Não cabe aqui detalhar o que tanto detalhei e explorei, clareando o quanto de mal Bolsonaro e seu governo fizeram para a grande maioria da população do país.
 
E o quanto de ruim ainda teremos, nesse um ano que falta para terminar o governo do espantalho da morte.
 
Cabe sim afirmar que há um povo sofrido, carente, massacrado, que vive uma tristeza e um cansaço que não são da sua natureza.
 
Bolsonaro conseguiu, com sua pulsão pela morte e pelo sofrimento, reprimir a alegria espontânea de milhões, e pela sua ação transtornada e contínua, promover um cansaço na maioria do povo.
 
Mas, por debaixo da camada pestilenta do cansaço promovido por Bolsonaro, há uma ávida vontade pela vida e um germe forte de esperança.
 
Por debaixo do braseiro aparentemente apagado, há uma centelha que quer se incendiar, e,  para que ela aconteça, precisa apenas de um vento de esperança.
 
Esse é o papel de todos os ativistas que querem transformar o Brasil.
 
Todos os ativistas de esquerda, todas as forças dos movimentos sociais e sindicais, todas as cabeças pensantes, todos aqueles que foram sendo humilhados e esmigalhados nos últimos 5 anos, todos os setores da sociedade que, mesmo não tendo uma identificação como esquerda, entendem que não é possível manter o rumo que esse país tomou por uma por uma sequência de infelicidades maldosamente provocadas.
 
2022 será um ano de sofrimento mas será, sobretudo, um ano de luta de construção coletiva de milhões de uma esperança concreta, que pode começar a virar realidade a partir de uma vitória popular nas urnas, e  que instaure um novo tempo a partir do ano de 2023.
 
Não, eu não estou pulando o ano de 2022.
 
Ele será vivido dia após dia.
 
Com dores e com amores.
 
Mas a força de quem quer mudar esse estado de penúria no Brasil, e essa condição de mentira e comportamento ordinário por parte de quem governa hoje no Rio Grande do Sul, vai ser o motor que vai promover uma virada, uma mudança, e trazer de novo esperança de vida e brilho nos olhos.
 
Lula lá e Edgar Pretto aqui.
 
Muitos deputados e deputadas estaduais e federais de esquerda.
 
Um senado mais à esquerda.
 
E um povo que se movimente com firmeza, e que faça de suas ações a construção da esperança e a instauração de um outro tempo, no Brasil, no Rio Grande do Sul.
 
Nós vamos trilhar cada dia de 2022.
 
E nesse caminho, que será árduo, deve haver lá na ponta, na linha do nosso horizonte, uma frase que nos guia: 
 
"Chegou a hora de ser feliz".
 
Vida que segue.

 

Este artigo é de responsabilidade exclusiva do seu autor, não representando necessariamente a opinião do portal.

 

Comentários

Explique aí como tá se sentindo com a aliança PT/PSDB???? o PSDB que vocês tanto demonizaram. O que prova aliás que vocês não lêem nada sobre a verdadeira política do país. Pois quem se informa sabe que lula recorreu ao PSDB em momentos de crise, a FHC, buscando conselhos. Mas isso vocês não aceitam. O que vocês aceitam e papagaiam aos 4 ventos são as baforejadas do lula contra o PSDB e FHC. lula, o sem escrúplo, o patife que buscava ajuda de FHC às escondidas e em público cravava a faca nas costas. Hoje lula se junta a Alckmim. Tô só esperando uma coluninha aqui do professor falando bem do Alckmim. Não vai me surpreender. Vocês são assim.

Joca - 27/12/2021 22h46

Belo texto, Paulo. Esperança e luta é o que temos daqui pra frente. Que venha um 2022 mais à esquerda. Avante!

Rose Bitencourt - 25/12/2021 15h59

Texto muito reflexivo, nós

Noemi de Araújo Bauer - 24/12/2021 23h57

 

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