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27/05/2021 20h37 - Atualizado em 27/05/2021 20h42

O amor é um risco, o ódio uma certeza

Paulo Schultz Paulo Schultz
Professor
Na vida ou na política, há riscos e certezas, erros e acertos.
 
Investir em algo/ alguém com intensidade, doando atenção e tempo, pode gerar alegrias e satisfações, ou não.
 
É o risco inerente ao movimento feito.
 
A gente vai ver isso lá na frente, embora durante o caminho se possa ter sinais do que possa ser o resultado.
 
E claro, durante o caminho, se pode ter alegrias e resultados parciais, que são do próprio fazer o caminho.
 
No andar dos 13 anos em que o PT esteve à frente do governo do país se viu isso inúmeras vezes, em diversas áreas, com diversos setores da sociedade.
 
Mesmo que o seu término em 2016 tenha sido um desfecho que foi, em parte, uma punhalada, ou uma ingrata incompreensão do que se tinha em termos de políticas públicas, do que se ofereceu a quem sempre ficou de fora de tudo, e do que se colocaria a perder.
 
Foi o risco, que, agora se vê, era relativamente fácil de prever.
 
Mas o que se fez naquele tempo de 13 anos, foi feito com intensidade, com doação, com vontade de acertar, com 
vontade de mudar a vida de milhões.
 
O que de fato aconteceu.
 
Embora com a falha de não ter promovido a devida consciência do que representava proporcionar o que nunca era estendido ou oferecido à milhões de brasileiros.
 
Foi o risco de ter investido amor, intenção, projetos, mesmo que com erros.
 
É sempre assim.
 
E será de novo - com acertos, erros e riscos.
 
O amor sempre será um risco.
 
Certeza mesmo, só tem quem se movimenta com ódio.
 
A certeza de que a sua disseminação vai provocar reações que inevitavelmente farão voltar e atingir de forma definitiva quem só agiu baseado nele.
 
E aqui eu vou ser mais específico... 
 
É nítido como será o final de Bolsonaro e seu governo.
 
Há uma expressão diária, uma gritaria, um ruído que se pretende amedrontador, mas que na verdade é um barulho terminal.
 
Independente de terminar antes do prazo, ou no final do ano que vem, o governo feito do ódio e do intuito destrutivo está politicamente morto.
 
Fará barulhos e ameaças para tentar mostrar que não.
 
Mas é  terminal - mesmo que vá até dezembro de 2022.
 
Ainda reúne uma porção razoável de gente, porque, afinal, 20% dentro de 210 milhões, é um número bem considerável.
 
Mas não é maioria.
 
Circunstancialmente foi, em 2018.
 
Mas não vai acontecer de novo.
 
A única certeza que o ódio traz é que ele destrói(ou tenta) primeiro o objeto odiado, mas em seguida  retorna certeiro contra quem o promoveu.
 
Implacável.
 
Algum tirano, ou aspirante a tal, teve um fim feliz ?
 
A história mostra que não.
 
Quando cessa o barulho ensurdecedor e, até certo ponto, ameaçador, do ronco de milhares de motos, vem a calmaria e aquela conclusão simples... 
 
Era só um bando de doidos enfurecidos querendo chamar atenção, mas terminou... 
 
A vida segue...com erros, acertos e riscos.
 
Para os haters, fica a certeza: plantaram vento, colheram tempestade, e se foram voando.
 
Daqui a pouco, ninguém lembra mais deles.
 
Se alguém lembrar, vai logo pensar..
 
" que bom que terminou..era só incômodo".

 

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Comentários

Logo se vê que somos movidos pelo sentimento do amor. Em 13 anos do nosso governo petista, o que vimos foi feito, como bem dissestes, com intensidade, com doação, com vontade de acertar e de mudar a vida de milhões. Como de fato aconteceu. O erro foi mesmo não ter conscientizado a população sobre as benesses que estávamos fazendo. Assumimos os riscos. Pelo menos não tínhamos a certeza movimentada pelo ódio... Muito bom texto, Paulo.

Rose Bitencourt - 27/05/2021 21h43

 

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