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quinta-feira,13 de maio de 2021

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21/04/2021 20h54 - Atualizado em 21/04/2021 21h00

Onde o medo não nos leva

Paulo Schultz Paulo Schultz
Professor
( Há tanta vida lá fora )
 
 Em "Como uma onda",  Lulu Santos diz....
"... Não adianta fugir, nem mentir prá si mesmo agora... Há tanta vida lá fora"
 
Há uma possibilidade infinita de experiências e de vivências únicas de sensações e sentimentos das quais o medo nos poda.
 
É nesse campo infinito de vida, onde o medo não nos leva.
 
Ter medo do novo, ter medo de viver o novo ou de permanecer vivenciando o novo.
 
Prende e limita.
 
O conhecido é mais seguro.
 
E pode até ser bom, mas a gente pode mais.
 
Sempre há tanta coisa a se fazer, sempre há a vida que segue, os fatos do dia, arrumações, limpezas e as preparações necessárias para o dia seguinte, a semana, etc.
 
Mas... porque não ir além disso?
 
Sair do quadrado seguro.
 
Pôr os pés para fora desse quadrado, sem necessariamente ter que abandoná-lo. 
 
Agregar, ousadamente.
 
Ter e manter a coragem de ousar,  deixar fluir sem resistências, se permitir o novo.
 
Não boicotar o querer, permitir que este querer vire atitudes e acontecimentos.
 
O "quem sabe um dia" é uma forma de se prender ao medo, ao receio, ao seguro,  e é também uma forma cruel de diminuir a amplitude do que qualquer um pode viver.
 
Foi e é assim com tudo e com todos.
 
Lula precisou persistir 4 vezes, até que as pessoas se permitissem experimentar o "sem medo de ser feliz".
 
E o novo venceu o medo.
 
Nessa direção, todo e cada mandato do PT, ou de qualquer outro partido de esquerda, não nasceu para fazer o trivial da democracia liberal.
 
 Nasceu para ser e fazer diferente.
 
Para ousar dentro e para além da institucionalidade.
 
Senão não tem sentido nenhum de existir.
 
Fora do quadrado....criar, enfrentar,  arriscar, construir, para  fora do quadrado.
 
Falando especificamente dos governos Lula e Dilma,  o resultado de querer e viver o novo foi fantástico.
 
Com erros, o que é absolutamente normal e humano.
 
Mas o acerto prolongado e ousado do novo foi muito maior.
 
Milhões puderam viver  algo que nunca haviam experimentado.
 
Um tempo em que prevaleceu o bom e a felicidade trazida pela coragem de se experimentar e manter o novo.
 
E depois que a gente ousa querer mais, a gente não volta atrás.
 
Salvo se formos boicotados, interna ou externamente.
 
Nesse campo político, é bom lembrar que o país, a maioria dos brasileiros, foram boicotados de 2016 para cá.
 
E muitos se perdeu. E muito de alegria sumiu.
 
 E a vida da maioria entristeceu.
 
E se entristeceu porque a vida foi comprimida a voltar ao seu quadrado.
 
Há um ajuste a se fazer, nesse aspecto.
 
Há um país que precisa se reencontrar com o novo, com a alegria e com a vida.
 
Mas, sobretudo, e antes disso que é algo coletivo, é preciso um movimento interno individual.
 
É preciso que cada pessoa perceba onde o medo não a deixa ir,  onde o medo não a leva, o que se perde de vida com o medo.
 
Porque  a gente pode muito mais.
 
Há muita vida para fora do quadrado.
 
E quando a gente dá um passo e diz "vou", o novo nos acolhe e nos permite.
 
Há tanta vida lá fora. 
 
Vamos a ela, com desejo.
______
 
I wanna write my name using a flake of white cloud in a BLUE SKY
In a Free falling

 

Este artigo é de responsabilidade exclusiva do seu autor, não representando necessariamente a opinião do portal.

 

Comentários

De fato, Paulo, que o medo não nos impeça de ir além, de resistir e como tu dissestes, de sair do quadrado; do mundinho fechado e restrito. Que o medo não nos impeça de alçar novos vôos como tu mesmo o fez nesse texto ousado e eu diria até poético. Precisamos de mais textos assim, livres, leves e soltos. E como num ditado desses tempos virtuais - se tiver medo, vai com medo mesmo, mas vai.

Rose Bitencourt - 21/04/2021 23h55

 

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