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segunda-feira,8 de março de 2021

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09/02/2021 20h25 - Atualizado em 09/02/2021 20h34

Sacudindo o tabuleiro

Paulo Schultz Paulo Schultz
Professor
Uma visão ampla e certeira é o que é preciso ter nesse momento.... 
 
Muito mais do que indicar um nome para concorrer a presidente, a questão foi mexer no tabuleiro político..
 provocar movimentação e discussão política no país... 
 
Para que se entenda do que é que nós precisamos nos livrar ( do perverso e do sinistro)..   e o que é que nós precisamos construir.
 
Esse é o sentido que precisa ser captado da colocação pública do nome de Fernando Haddad como possível candidato a presidente em 2022.
 
Ora, vamos lembrar que no segundo turno de 2018, com toda a carga de ódio, antipetismo e  em plena euforia a favor de Bolsonaro, a candidatura de Fernando Haddad atingiu 45% dos votos, 6% somente a menos do que Dilma fizera em 2014, quando venceu a eleição de forma apertada com 51% dos votos, em percentuais arredondados.
 
Isso é um capital político que só alguém de visão muito parcial pode desprezar.
 
Pois esse movimento de colocação pública de Haddad como possível candidato, movimenta toda cena política do país, desde a esquerda, passando pelo centro, chegando na direita e na extrema direita.
 
É a famosa batida na mesa... aquela que desacomoda... aquela que tira da zona de conforto, tanto quem está numa posição de poder, quanto quem está numa posição ruim, e mesmo assim, letárgica.
 
Porque ela levanta hipóteses, cenários, e remete  para trás , de uma forma que se pensa ....  
" poderia ter sido diferente em 2018".
 
E ela também remete para frente, porque põe a população a pensar, de forma rasa ou mais elaborada, se em 2022 o caminho a seguir deve ser um caminho diferente.
 
E esse seguir um caminho diferente quer dizer avaliar a vida coletiva da grande maioria das pessoas do país, e mais do que isso, avaliar a vida individual de cada um e cada uma da grande maioria dos brasileiros.
 
Esse é o sentido desse movimento.
 
Pensar o passado... avaliar o presente... tentar perceber o futuro.
 
Natural que hajam contrariedades, rusgas, alguns ciúmes, etc.
 
Faz parte do jogo.
 
Mas o mais importante é o efeito que esse movimento vai fazer: será posto de forma clara o que é que vivemos de 2019 para cá, e o que é possível construir para interromper esse quadro destrutivo e por vezes desumano.
 
O resto a gente faz no caminho.
 
No resumo das coisas... a colocação do nome do Haddad equivale àquele velho ditado..
 
" Não há mal que dure para sempre, e que não possa ser destituído por um novo bem maior".
 
Ao trabalho.

 

Este artigo é de responsabilidade exclusiva do seu autor, não representando necessariamente a opinião do portal.

 

Comentários

Espero que as pessoas pensem no coletivo, no bem comum...

Juliane Maier - 10/02/2021 00h21

Uma bela mexida.

Adalberto Paulo klock - 10/02/2021 00h03

Dessa vez vai ser bem melhor que dar um cavalo de pau a beira do precipício (Paulo Henrique Amorim)

Airton Rogerio Taborda - 09/02/2021 22h38

Isso mesmo Paulo, não há mal que sempre dure. Vamos sacudir o tabuleiro!

Rose Bitencourt - 09/02/2021 22h12

Certíssimo Paulo,todo os partidos falam de seus candidatos,pq só nós petistas não podemos

Helena - 09/02/2021 20h57

 

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