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domingo,20 de setembro de 2020

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31/01/2020 07h31 - Atualizado em 31/01/2020 09h11

Eles têm certeza que você não vai lembrar

Paulo Schultz Paulo Schultz
Professor
PSDB, MDB, PPPTB, PSB, DemocratasPSL, PSD, PL, Cidadania, Republicanos, Podemos, Solidariedade.
São esses os partidos que compõem a base do governo de Eduardo Leite.
E foram os deputados das bancadas destes partidos ( com alguns eventuais dissidentes), e mais os dois deputados do Novo ( partido de direita não ligado à base governista), que aprovaram nesta semana todo o conjunto do pacote que muda drasticamente, para muito pior, a vida dos funcionários públicos do Estado do Rio Grande do Sul.
 
A primeira palavra vinda do conjunto do funcionalismo é que haverá o troco nas próximas eleições, em outubro deste ano.
 
!   Porém....
 
Professor, professora e funcionário (a) de escola, estes partidos têm certeza que você não vai lembrar do que eles fizeram com tua carreira e aposentadoria, na hora de escolher prefeito e vereador do teu município para votar.
 
Brigadiano(a), policial civil, funcionário da Susepe, do IGP, bombeiros, estes partidos têm certeza que você não vai lembrar do que eles fizeram com tua carreira e aposentadoria, na hora de escolher prefeito e vereador do teu município para votar.
 
Funcionários de outros órgãos e secretarias estaduais, membros do quadro geral do Estado, estes partidos têm certeza que você não vai lembrar do que eles fizeram com tua carreira e aposentadoria, na hora de escolher prefeito e vereador do teu município para votar.
 
E você vai ter que mostrar que eles não estão certos quando apostam nisso.
 
O ímpeto de dar o troco em função das derrotas sofridas, tanto na carreira, quanto na aposentadoria dos servidores estaduais, deve começar em outubro, nas eleições municipais.
 
Nenhum candidato a  prefeito, nenhum candidato a vereador, destes partidos, deve receber voto de funcionário público estadual, e isso deve se ampliar as familiares de funcionários públicos estaduais.
 
É necessário ter a clareza de  que o vereador e/ou o prefeito que você elege, de um destes partidos em questão, compõem o lastro para que estes partidos tenham alcance político, dali a dois anos, de formar bancadas estaduais, as quais aprovam projetos terríveis como os dessa semana.
 
É imperativo entender que, mesmo a pessoa sendo honesta, membro da comunidade, membro da igreja, vizinho, parente, colega de trabalho, ela, em  se elegendo por um desses partidos, vai formar junto com outras, no estado inteiro, o lastro necessário para que bancadas estaduais se formem na Assembleia Legislativa, e lá coloquem em prática sua visão de sociedade, e sua visão de funcionalismo público.
 
Basta pesar que, dos atuais 55 deputados estaduais gaúchos,  42 tem perfil de centro-direita ou de direita*.
 
E quantos destes não ganharam mandato tendo sido votados por funcionários públicos e/ou familiares de funcionários públicos estaduais?
 
Há que se considerar que todos estes partidos compõem um bloco de centro-direita que, de forma coesa, tem governado o estado desde a década de 80,  com apenas duas interrupções, nas duas vezes em que o PT foi governo no Estado.
 
Então, estamos falando de partidos, e parlamentares destes partidos, que tem uma afinidade ideológica, uma visão semelhante de sociedade, uma visão semelhante de como o Estado, a coisa pública deva funcionar,  e uma visão semelhante de que tipo de tratamento e valor o servidor público deva ter.
 
 Portanto, é natural que, para mudar o voto dos partidos da base do governo, teria que haver  força e tensão política tamanhas, que os fizessem, literalmente, votar contra o pacote na marra.
 E como eu já vislumbrava, isso não ocorreu, e o pacote inteiro foi aprovado.
 
! Não adianta colaborar eleitoralmente, para formar um bloco de centro-direita de 42 deputados, num conjunto total de 55,  e querer, depois,  que os outros 13 minoritários  da esquerda,  resolvam a encrenca, lutando heroicamente para barrar projetos nocivos e prejudiciais!
 
Melhor é ter a consciência de classe,  a consciência de que são, todos, trabalhadores do setor público.
Melhor é ter a clareza de quais partidos dão tratamento adequado e justo ao servidor público.
Melhor é não fazer m... votando errado,  para não ter que depois correr e apelar para que os partidos de esquerda que você "abomina" ajudem a salvar seu pêlo.
 
Se quiser uma revanche política de verdade , então o funcionalismo deve começar em outubro.
 
Nenhum desses partidos da base de Eduardo Leite deve receber voto para prefeito,  nem para vereador.
Sem lastro nos municípios, eles não formam bancadas estaduais que depois arrebentam com a vida do servidor público,  aprovando projetos como os de agora.
 
Ou se aprende agora, ou se continua fazendo a mesma coisa, tendo o mesmo resultado, e não se aprende nunca mais.
 
?Papo reto, meus caros.
?Com espinhos, prá ver se a dor faz acordar.

 

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Comentários

Rindo muito disto....... " Não adianta colaborar eleitoralmente, para formar um bloco de centro-direita de 42 deputados, num conjunto total de 55, e querer, depois, que os outros 13 minoritários da esquerda, resolvam a encrenca, lutando heroicamente para barrar projetos nocivos e prejudiciais". Lutando heroicamente? barrar projetos nocivos e prejudiciais? Você está num conto de fadas, professor? Que infantilidade bestial. Como é que um "professor" consegue enxergar a política desta forma? os "maus" contra os "bons"???? Tem 42 deputados do mal e somente 13 pobres e valentes deputados para defender a população? Mas que população ordinária esta que só colocou 13 deputados para salvá-la. Quem será que elegeu os outros 42? A elite, claro (rindo muito), mas só se cada voto da elite valer por 1.000 votos do eleitor da periferia. A população pobre votou em peso na petralhada..........mas não computaram seus votos.......... Texto pungentemente fundamentalista, com viés autoritário típico das ditaduras de esquerda. Seria divertido ler estas bobagens se não fosse preocupante saber que tem gente que defende um artigo ordinário como este.

Joca - 11/02/2020 12h33

A maioria está completando ou fazendo aniversário de 20 anos no legislativo. Sempre votou contra o funcionalismo e ferrou com todos. Realmente o povo não lembra pois senão NÃO VOLTARIAM nunca...

erb - 01/02/2020 10h34

Infelizmente falta a grande parte do eleitirado, CONSCIÊNCIA DE CLASSE. A Visão escravagista de "quem sabe das coisa é o sinhozinho" faz os poderosos e/ ou seus representantes, merecefotrs dos votos da classe trabalhadora e dos pobres. Eleitos con o dinheiro dos"grandes", são os interesses destes que as bancadas vao defender. Infelizmente por desconhecer a própria história e organização de poder, o povo erra votando no indivíduo bonito, simpático, que fala bonito.... É hora de acordar!!! É hora de reavivar a memória para dar o troco nas próximas eleições. PARABENS pelo texto Paulinho!

Terezinha Lazzaretti Krolikowski - 01/02/2020 09h15

Bate na questão principal que devemos entender. Não se vota em pessoas, se vota em partidos. E vou além dos Servidores Públicos ( destruídos essa semana e que farão o comércio local e a sociedade empobrecer ainda mais) que já deveriam saber disso há muito tempo, nenhum trabalhador ou pobre deveria votar em partido de direita, esses que você mencionou, porque eles não representam, e nunca representaram, nem pobre e nem trabalhador. O dia que aprendermos que devemos primeiro escolher um partido que nos representa, que nos defende e vota em projetos a favor do pobre, do Trabalhador, dos servidores públicos, e então só, depois de escolher o partido, escolher um candidato dentro desse partido. Fazendo isso, nunca mais erraremos o nosso voto. O amigo, sempre preciso, Está correto de razão

Adalberto - 01/02/2020 07h43

Muito bom Paulo,mas quero estar enganada,mas os deputados estão certos nas eleições deste ano já teremos colegas que votarão nestes partidos,na sua grande maioria por serem analfabetos políticos,pq dizem eu voto na pessoa é não no partido,outros por safadeza mesmo

Helena - 31/01/2020 23h04

Ou se aprende que não se vota em pessoas, mas em partidos, ou vamos continuar esquecendo!!

RIGO - 31/01/2020 21h50

 

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